O teu peito

Como um mecanismo de tortura medieval, essa renda que aprisiona o teu seio, tenho-a de rasgar…
Peito que suplica que as minhas mãos o liberte do sufoco da paixão, do suplicio do desejo…
Sangue que ferver pelas tuas veias e se concentra no teu sexo, à espera de pecar…
Rasgo-te a roupa para te arranhar a pele, não tenho dó, não tens pudor, onde tudo começa com um beijo…
Troca essa peça de vestuário que ostenta essas duas perfeições…

Adorna o teu peito com algo que não revele tudo, que deixe o mistério no ar, algo por desvendar…
Aguça a minha imaginação, provoca-me fantasias e devaneios, faz-me pensar…
Serão escuros ou claros os mamilos que a minha língua quer tocar?
Será a aréola grande ou pequena que as minhas mãos querem apertar?
Esconde-te, mas deixa-me pistas…Peças de roupa que indicam o caminho
Risos que ecoam no ar, desejos que vão ardendo no escuro sozinho 
Até que te encontre, e com todo o meu fulgor te penetrar

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