Dualidade


Afasto-te o cabelo que te tapa os olhos e deslumbro uns olhos enfeitiçantes.
Suspiro quando contemplo o teu lindo rosto, um quadro digno das melhores galerias de arte. Sinto-me sensivel, estranho, com medo de aquele rosto me estiver a moldar a razão, de a substituir por paixão.
Mais em baixo, as tuas duas perfeições neste mundo imperfeito clamam pelo meu toque, pela minha saliva, pela minha língua. Aperto-as firmemente com todo o meu desejo e tiro uma para fora. A
quele mamilo claro desaparece na minha boca, sinto-o a crescer na boca, rijo e erecto...
Rasgo-te a camisa o q te deixa furiosa, mas não queres discutir, queres foder.
Mudo de seio, agora é o outro q sofre os meus devaneios, chupo, lambo, trinco, aperto...
Gemes ao mesmo tempo q me acaricias o meu sexo. Sorris quando o sentes já molhado na cabeça.
“Hummm...está pronto para me foder, delirias tu”...


Pensamentos que fazem parte da tua essência, da tua forma de me fazeres perder a cabeça, de me puxares para o lado obscuro mas tão saboroso da tentação.
A minha saliva escorre pelos teus seios, tás encharcada em cima como já se nota em baixo. Deslizo uma mão até ao teu sexo e mesmo por dentro das calças consigo enfiar um dedo...gemes...dois dedos...gemes mais alto...
Alterno entre empurra-los mais fundo ou esfregar-te o clitóris. Os teus gemidos aumentam quer sonoramente quer nos intervalos. Procuras a minha boca e beijas-me, ambas as línguas dançam uma com a outra. Trincas-me os lábios, sorris, dizes: "o q me tás a fazer?" Eu respondo "não sei, tal como não sei o q me tás tu a fazer-me"
"Só sei q entramos numa espiral de onde não quero sair..." Respondo eu ainda com os dedos dentro de ti e os olhos humedecidos...
Despes as calças e pões-te de gatas…”o que vais fazer com esse teu sexo duro que se esconde aí?” Perguntas tu.
Fico em silêncio, existem momentos que não é para dizer como vão ser, é para se fazer…
Afasto-te as bordas do teu cu, abro bem o buraquinho, cuspo lá para dentro o mais requintado e eficaz lubrificante e enterro-o o mais fundo possível!
De vez enquando tiro-o  e bato om ele nas tuas nádegas, pancadas perversas de quem não está a fazer amor, apenas sexo! Volto a meter, agora com mais força e bato-te agora com as mãos, sou-te ordinário e depravado e isso só te deixa mais excitada.  
Até que um orgasmo te invade o corpo comandado pela mente…Deixas-te cair ainda com o meu sexo dentro de ti…Acaricio-te as nádegas, beijo-te a nuca e digo “adoro-te…”
Que dualidade de sensações e emoções é esta que vai de um extremo ao outro…?


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